Smart Business

Qual é a importância do plano de negócios?
Empreendedorismo 24 de Maio de 2024

Qual é a importância do plano de negócios?

Embarcar na viagem de concretizar um projeto de negócio não é uma tarefa fácil. Quantas vezes nos surgem ideias que nunca passam disso? É aqui que entra o plano de negócios, o GPS para a concretização do projeto. Desde a procura de financiamento até à elaboração de uma estratégia de marketing e vendas, este é um guia para todo o tipo de tomada de decisões. O crescimento de qualquer projeto de empreendedorismo precisa de um ponto de partida, em que estão delineados os passos estratégicos que vão ditar o seu sucesso. O desafio é encontrar um plano de negócios que consiga responder a essas necessidades, mas que seja adaptado à sua estratégia.   O que é um plano de negócios?  Na sua essência, o plano de negócios é um documento que materializa a ideia de um negócio. Pode ter entre 15 e 20 páginas, dependendo da escala, e é onde está delineada a estratégia de como pretende atingir os seus objetivos.  Existem vários modelos de plano de negócios, mas no essencial inclui informação como: Composição da empresa;  Tipo de produto ou serviço que presta;   Estratégia de marketing e vendas;   Planos de financiamento;   Análise do mercado-alvo;  Análise da concorrência;  Possíveis riscos. O plano de negócios deve ser o manual que os gestores da empresa consultam com regularidade, mas não tem de ser um documento fechado. Pode e deve ser atualizado consoante a evolução do modelo e da estratégia de negócios.     O que não esquecer ao fazer um plano de negócios? Todas as componentes de um plano de negócios exigem uma atenção especial, requerendo muita paciência e disciplina na sua execução. Afinal, é preciso mostrar a viabilidade da ideia de negócio e o futuro que esta terá. Isto é sobretudo importante quando precisa de atrair investimento ou financiamento.  Em primeiro lugar, ao preparar um plano de negócios deve ter um foco bem definido. Além disso, precisa de ser conciso e pragmático para não complicar a sua ideia e afastar potenciais parceiros ou investidores. Adicionalmente, é necessário mostrar que tem um profundo conhecimento do setor em que estará inserido e as dinâmicas desse mercado. Por exemplo, a percentagem de empresas desse ramo que conseguem ter sucesso. Juntamente com essa informação, importa prestar atenção às alterações nos hábitos dos consumidores. Da mesma forma, necessita de estar informado sobre as alterações na legislação que podem impactar o funcionamento do negócio.  Quais as vantagens do plano de negócios?  O plano de negócios é uma ferramenta essencial para qualquer empresa que ambiciona o sucesso. É possível olhar para este documento como o tronco que segura os ramos de operações da sua empresa. Isto é, o seu projeto só é viável se tiver uma base segura que o guie no seu desenvolvimento.   Contudo, as vantagens competitivas do plano de negócios não ficam por aqui. Fazer crescer o negócio   O primeiro e mais importante ponto forte é perspetivar o crescimento do seu projeto. Isto é, por muito promissora que a sua ideia de negócio seja, sem um plano de ação não tem futuro. O plano de negócios ajuda, por exemplo, no processo de tomada de decisões críticas para a estratégia. Além disso, também ajuda a identificar novas oportunidades, sobretudo se estiver atento às dinâmicas do mercado. Encontrar financiamento  Em reuniões de negócios, precisa sempre de fazer uma apresentação da sua empresa. Com um plano de negócios, já tem organizada a informação a apresentar, a título ilustrativo, a potenciais parceiros, ou mesmo investidores. Estes precisam de conhecer a viabilidade dos negócios em que a sua empresa está envolvida. Quanto mais sólido for o plano, maior é a possibilidade de encontrar financiamento. Atingir objetivos estratégicos  Outra grande vantagem de elaborar um plano de negócios é ajudar a atingir objetivos. Imagine, por exemplo, que está agora a iniciar um novo projeto, cuja viabilidade será avaliada ao final de um ano. No plano de negócios, pode definir os marcos que pretende alcançar com esse projeto, mas também apresentar a estratégia a seguir para os atingir.   Desenvolver uma estratégia de marketing  Atualmente, não ter um plano de marketing é quase como se não tivesse um negócio. De que outra forma é que chegaria aos seus clientes e ao seu público-alvo? O seu plano de negócios deve ter uma estratégia de marketing que posicione a sua marca para os investidores, clientes, parceiros e mesmo trabalhadores. Por isso, esta deve incluir, por exemplo: Apelo do produto/serviço que oferece; Público-alvo; Estratégias de atração e retenção dos clientes; Orçamento para publicidade; Preços que serão cobrados; Princípios que ditam a imagem da marca. Entender melhor o mercado  O plano de negócios, tal como mencionado, deve ser constantemente atualizado para se manter a par da evolução das tendências do mercado. Os seus projetos não têm futuro se não acompanharem as exigências dos consumidores. Além disso, também não conseguirão vingar se falharem em avaliar devidamente a concorrência.   Encontrar talento  O objetivo de qualquer negócio é crescer, o que exige que a equipa também cresça. Nesse sentido, o plano de negócios ajuda a planear as potenciais necessidades de recrutamento que irão surgir à medida que a empresa cresce em dimensão. É essencial, assim, não menosprezar a organização dos recursos humanos de modo que possa atrair o talento que melhor contribuirá para o seu crescimento. Identificar riscos e vulnerabilidades A importância de um plano de negócios sólido revela-se também na capacidade de prevenção e redução de potenciais riscos. Por muito bem que possa planear os seus projetos, há sempre potenciais problemas que podem surgir. Ou seja, o plano de negócios ajuda a identificar quaisquer vulnerabilidades que um dia poderá, ou não, ter de superar. O plano de negócios não é só uma necessidade para as empresas que estão agora a nascer. Este é um documento vivo que deve ser constantemente consultado e atualizado, crescendo dessa forma em sintonia com os seus projetos. Se ainda não tem um plano de negócios, não perca tempo, fale com a VALORA.

Saber Mais
O que é a gestão de recursos humanos?
Gestão de RH 17 de Maio de 2024

O que é a gestão de recursos humanos?

O capital humano é, decerto, o ativo mais importante de qualquer empresa. Por isso, podemos dizer que a gestão dos recursos humanos (RH) constitui o motor do correto funcionamento da organização. O departamento responsável pela gestão de pessoas assume, assim, uma missão indispensável no quadro organizacional. A gestão de recursos humanos pode, então, ser definida como a abordagem estratégica utilizada para gerir os profissionais desde a fase de recrutamento até ao processo de saída. De uma forma mais aprofundada, a área de RH é responsável por estabelecer a relação entre o trabalhador e a empresa. Ou seja, alinha o bem-estar dos trabalhadores, através da criação de um plano de carreira, por exemplo, com os objetivos globais da organização. Quais são, então, as funções da gestão de recursos humanos?  Já no século XVIII, Robert Owen e Charles Babbage, considerados precursores da ideia de recursos humanos, afirmavam que as pessoas são responsáveis pelo sucesso de uma organização. Owen e Babbage foram mais longe, defendendo que o bem-estar dos trabalhadores tem, certamente, um impacto direto na qualidade do seu trabalho.   A manutenção dessa harmonia é, pois, uma das funções da gestão dos recursos humanos, que se rege pela criação, e respetiva articulação, de estratégias que abrangem áreas como a criação de políticas de diversidade e inclusão ou os métodos de resolução de problemas no local de trabalho. Elencamos, então, algumas das principais funções deste departamento crucial:  Recrutamento e seleção   Uma das principais funções da gestão de recursos humanos incide numa estratégia de atração de talento. Por exemplo, ao elaborar o anúncio sobre uma vaga laboral, os RH devem garantir que o anúncio atrai os candidatos certos. Isto é, a estratégia e o processo de recrutamento devem ter em conta questões como a cultura organizacional e o tipo de perfil que melhor se adequará durante a integração. Além disso, dentro do processo seletivo, cabe também à gestão de recursos humanos fazer a revisão das candidaturas, selecionar candidatos, preparar entrevistas, culminando na contratação e na integração do novo trabalhador.   Remuneração e benefícios   Pode parecer uma função bastante básica, mas não deixa de ser importante. A gestão de recursos humanos implica processar salários e gerir as compensações, a contagem dos dias de férias ou de horas extra, os subsídios de férias e de Natal e, ainda, as faltas por doença. É uma tarefa burocrática, mas uma boa gestão destas componentes ajuda a garantir o bem-estar do trabalhador e a combater a ansiedade financeira. Gestão de talento   A gestão de recursos humanos deve fomentar a retenção do talento para evitar a perda de um recurso em que se investiu tempo e dinheiro. Nesse sentido, as atividades que fazem parte da gestão de talento abrangem:  Ações de formação; Acompanhamento do plano de carreira; Promoções; Métodos de trabalho (presencial, híbrido ou teletrabalho); Promoção da harmonia entre a vida pessoal e profissional; Gestão do desempenho; Dar feedback. Cumprimento da legislação laboral  Nas políticas de RH deve estar presente a componente legal. Cabe aos departamentos de recursos humanos assegurar que a lei laboral é cumprida e que a empresa acompanha as atualizações à lei. Por exemplo, apesar de ainda não estar legislado o direito a desligar, está patente em lei o direito à privacidade do trabalhador. Esta questão ganhou mais importância durante os anos da pandemia da COVID-19, mas atualmente, com a continuação do teletrabalho, ou do regime híbrido, mantém-se relevante.   Além disso, os RH devem manter boas relações sindicais, independentemente do setor de atividade, quer seja a indústria, a banca, o ensino ou a saúde. Segurança no local de trabalho  É responsabilidade da gestão de recursos humanos garantir o cumprimento das normas de segurança e higiene no trabalho. Adicionalmente, os RH devem agendar consultas de Medicina do Trabalho, bem como promover ações de formação em matéria de Segurança no Trabalho, visando, por exemplo, prevenir acidentes em contexto laboral.  Formação  Uma das funções de RH mais relevantes para a retenção de talento é incentivar a realização de formações. Dessa forma, o trabalhador sente-se num local de trabalho que o valoriza a si, mas também o seu percurso profissional. Por lei, o empregador é obrigado a fornecer formação, num mínimo de 40 horas por ano. Essa formação pode ser, a título ilustrativo, em matéria de prevenção de acidentes no local de trabalho. Qual é o impacto da gestão de recursos humanos no sucesso organizacional?  A gestão de recursos humanos representa a ponte entre a liderança da empresa e os seus profissionais, promovendo a harmonia entre ambos. Sendo o motor do funcionamento da empresa — visto que esta não pode ser bem-sucedida sem profissionais competentes —, a influência das políticas de RH abrange muitas áreas. Este impacto espelha-se, então, em: Produtividade e eficiência;  Retenção de talento;  Melhoria do clima da empresa;  Promoção da cultura organizacional;  Fortalecimento da marca;  Aumento da competitividade no mercado. Todas estas questões são, pois, o resultado de uma gestão de recursos humanos bem articulada. Contudo, o trabalho dos departamentos de RH não fica só por aqui. Estes desafios podem ser ultrapassados com o acompanhamento certo. Na VALORA, a nossa equipa de profissionais ajuda-o a esclarecer as suas dúvidas e a personalizar um plano de gestão de recursos humanos adaptado às necessidades da sua empresa.

Saber Mais
O que é a contabilidade online? A solução para as empresas organizarem as suas finanças
Gestão Financeira 10 de Maio de 2024

O que é a contabilidade online? A solução para as empresas organizarem as suas finanças

É inegável que a evolução tecnológica obrigará todas as empresas a mudarem a forma como fazem a sua contabilidade. Longe vão os tempos do papel, da caneta e da calculadora: chegou a era da contabilidade online. Se ainda não transformou a sua organização financeira, então o ideal é avançar já. Aliás, uma sondagem recente da Thomson Reuters mostra que ignorar a tecnologia não é uma opção. Dos quase 800 profissionais da indústria financeira consultados, 73% considera que a tecnologia pode ser utilizada para impostos, contabilidade e auditorias. Com tecnologias como o ChatGPT e a Inteligência Artificial generativa a invadirem o mundo financeiro, como pode o seu negócio acompanhar esta evolução? Pois bem, o primeiro passo pode ser optar pela contabilidade online. Afinal, a gestão tradicional apresenta mais desafios, sobretudo para as pequenas empresas, que precisam de alavancar o seu negócio com o mínimo de recursos. A contabilidade online surge assim como uma solução inovadora.   O que é a contabilidade online?  Ao contrário da contabilidade tradicional, a contabilidade online dá primazia ao suporte digital em detrimento do suporte em papel. Todo o processo é feito tendo por base uma ligação à internet e um software de contabilidade online, ao qual se pode aceder através de qualquer dispositivo conectado. Com este software, os dados ficam armazenados de forma organizada na cloud, estando por isso sempre acessíveis. Além disso, permite a criação de relatórios – que pode descarregar – e a automatização e simplificação de tarefas como faturação e processamento de salários. Apesar de parecer semelhante à contabilidade digital, a contabilidade online baseia-se sobretudo na desmaterialização dos processos. Já a contabilidade digital envolve a alteração de processos e formas de trabalhar, espelhando uma transformação digital do negócio. Quais os benefícios da contabilidade online?  Entre os benefícios da contabilidade online, o principal é, sem dúvida, a facilidade de utilização. A maior parte dos softwares de contabilidade online são user friendly e não exigem grande experiência em matéria contabilística. Mas esta é apenas uma de várias vantagens. Poupança de tempo e custos  A utilização de softwares de contabilidade online permite uma maior rapidez no upload de dados, na faturação e no processamento de salários. Torna, portanto, todo o processo mais ágil e eficiente, possibilitando a poupança de custos. Viabiliza, igualmente, o aumento da produtividade, pois liberta mão de obra para a realização de outras tarefas.  Acesso facilitado aos dados e melhor organização  Uma das grandes vantagens da utilização deste tipo de software é, definitivamente, a facilidade de acesso. Esta plataforma centraliza toda a informação e todo o histórico contabilístico, e está acessível remotamente. Adicionalmente, estes dados são organizados de forma automática, sendo possível agendar alertas de certas tarefas e obter relatórios que ajudam a analisar a performance do negócio.  Precisão dos dados   O método tradicional, em que os processos são feitos manualmente, abre a porta ao erro humano. Contudo, isto pode evitar-se com a contabilidade online, pois faz os cálculos de forma automática e evita erros, por vezes dispendiosos. Este método permite um maior cuidado no processamento de informação.   Segurança  Os dados são armazenados na cloud, com medidas de segurança para protegê-los contra acessos não autorizados.   Na verdade, a utilização de tecnologia é cada vez mais importante para os contabilistas, sobretudo para evitar erros. Dados da Gartner mostram que as empresas com elevada aceitação de novas tecnologias veem uma queda de cerca de 75% dos seus erros contabilísticos. Dicas para manter a contabilidade online organizada De modo que consiga tirar o máximo proveito da contabilidade online, deve seguir algumas dicas para evitar erros. 1. Monitorizar os registos Ainda que o software de contabilidade online facilite a organização da informação, é fundamental confirmar se os dados estão corretos. Isto é particularmente relevante em matéria de obrigações fiscais. A automatização da contabilidade não é sinónimo de falta de atenção. Assim, não deixe de consultar um Técnico Oficial de Contas (TOC) para garantir todas as conformidades. 2. Manter o software atualizado Tal como toda a tecnologia, é preciso atualizar os softwares com alguma frequência. Não só é essencial para assegurar o cumprimento de novos requisitos legais, como também para garantir a segurança dos dados. Problemas no software podem deixar os dados dos seus clientes e trabalhadores expostos a potenciais ataques cibernéticos. 3. Fazer backups regulares dos dados Se no método tradicional o arquivo era físico, no online é importante ter um arquivo digital. Os imprevistos acontecem e, por algum motivo, pode perder o acesso aos dados na plataforma online. No entanto, se fizer o backup dos dados noutro local, está a garantir que não perde informação essencial. Mesmo seguindo estas dicas, que ajudam a simplificar a contabilidade online, não subestime o desafio que é fazer a gestão financeira do seu negócio. Os softwares de contabilidade online são user friendly, mas não descartam a necessidade de recorrer à opinião de um profissional, por exemplo, de um contabilista certificado, ou Técnico Oficial de Contas. Não cometa erros evitáveis, fale com a VALORA. A nossa equipa de profissionais qualificados ajuda-o a superar quaisquer desafios na gestão financeira do seu negócio.

Saber Mais
O que é a mentoria empresarial?
Consultoria de Gestão 03 de Maio de 2024

O que é a mentoria empresarial?

Atualmente, as empresas estão a lidar com um novo fenómeno, o chamado quiet quitting. Esta tendência — que se manifesta na falta de interesse dos profissionais pelo seu trabalho — pode dever-se a uma lacuna na aposta na mentoria empresarial. Aliás, uma sondagem recente mostra que quase seis em cada 10 trabalhadores encaixam-se neste conceito de “quiet quitting”.  Para contornar essa tendência, as empresas podem encontrar na mentoria profissional uma forma de motivar o envolvimento e o entusiasmo dos seus profissionais. Este conceito incide na passagem de conhecimentos entre profissionais com mais experiência (mentores) a outros com menos experiência (mentorandos), dentro da organização. Como funciona a mentoria empresarial? Com base na dinâmica mentor/mentorando, a mentoria empresarial distingue-se de outros tipos de formação/cursos por se tratar de uma alternativa mais personalizada. Neste caso, o profissional sénior partilha as suas experiências tendo em consideração as necessidades específicas e o contexto do mentorando. Adicionalmente, a personalização subjacente à mentoria profissional permite que o foco não se concentre apenas nas questões mais genéricas sobre o seu trabalho. O mentor assume, pois, o papel de guia, ajudando o mentorando a resolver problemas. Além disso, promove a aquisição de novos conhecimentos e dá conselhos sobre as melhores formas de lidar com certos desafios. Em suma, a experiência do mentor é uma grande mais-valia para o mentorando, que recebe a orientação necessária para o desenvolvimento de um plano de carreira. Além disso, a mentoria empresarial permite reduzir o distanciamento entre os profissionais seniores e juniores de uma empresa. Que tipos de mentoria existem?  É importante frisar que a mentoria empresarial não se baseia somente no modelo tradicional. Aliás, existem diferentes tipos dependendo das necessidades de cada organização. Quais são os benefícios da mentoria empresarial para as organizações?  Na verdade, a mentoria empresarial não é apenas uma mais-valia para os profissionais. A mentoria empresarial consiste, também, numa forma de melhorar as relações intergeracionais no local de trabalho. De igual modo, acarreta vantagens mais abrangentes para o crescimento geral da empresa.  Entre os principais benefícios a considerar neste campo, podemos, então, destacar os seguintes:  1. Desenvolvimento de conhecimentos e competências A aplicação de um programa de mentoria empresarial fomenta, decerto, a partilha de conhecimentos. Por um lado, os profissionais juniores adquirem soft skills, como o desenvolvimento da capacidade de liderança, comunicação, organização ou ética de trabalho. Por outro lado, também aprimoram os hard skills: conhecimentos e competências específicas a cada cargo, isto é, a componente técnica do trabalho.   2. Atração e retenção de talento  Os programas de mentoria empresarial são uma forma de atrair e reter talento, sobretudo porque encorajam o desenvolvimento profissional, e por vezes pessoal, dos mentorandos. Dessa forma, os profissionais alcançam maiores níveis de satisfação com o trabalho, nomeadamente por se sentirem valorizados.  90% dos profissionais com mentores de carreira estão mais felizes no local de trabalho, de acordo com dados da Harvard Business Review.  3. Fomenta uma cultura de colaboração e inovação interna  Todas as empresas beneficiam da comunicação e colaboração internas, seja entre departamentos ou entre profissionais. A colaboração interna alimenta a inovação, que, por sua vez, posiciona a empresa para incrementar a sua competitividade dentro do mercado.  4. Aumenta a rentabilidade da empresa  As empresas com programas de mentoria empresarial registaram lucros 18% mais elevados do que a média das empresas, de acordo com dados mencionados pela revista Forbes. 5. Networking   A partilha de vivências, experiências e conhecimentos, por parte dos mentores, também pode abrir portas a novos contactos profissionais. Isto permite que o mentorando amplie a sua rede profissional e a sua visibilidade dentro do meio.   6. Transmissão da cultura empresarial  A mentoria empresarial assegura, ainda, que a cultura da empresa se transmite para os profissionais recém-chegados. Com efeito, a organização beneficiará de um processo de onboarding mais acelerado, fomentando a integração dos profissionais. Apostar na mentoria empresarial é, portanto, uma forma de tirar partido de todo o potencial existente na sua organização. Afinal, os profissionais são o maior ativo de qualquer empresa. Fomentar a partilha de experiência é, por isso, uma das melhores formas de levar o seu negócio a alcançar novos níveis. Com a ajuda da equipa de profissionais da VALORA, descubra como pode potenciar essa mais-valia.

Saber Mais
Como criar uma empresa em apenas quatro passos
Empreendedorismo 26 de Abril de 2024

Como criar uma empresa em apenas quatro passos

Tudo começa com uma ideia: a partir daí, a imaginação voa. A decisão de criar uma empresa é, decerto, entusiasmante. Afinal, permite-nos definir um rumo próprio e sermos patrões de nós mesmos. No entanto, depois do ânimo inicial, pode surgir a ansiedade, perante um processo que parece intimidante. Assim sendo, como criar uma empresa com confiança e segurança? Ainda que pareça complicado, criar uma empresa é um processo que, atualmente, se revela mais simples, com menos carga burocrática. Ainda assim, exige paciência e organização, bem como a elaboração de um plano de negócios sólido. Uma boa ideia, por si só, não basta. É preciso, sem dúvida, uma grande dose de dedicação e a recolha das informações essenciais sobre tudo o que é necessário. Quais são, então, os passos para abrir uma empresa em Portugal?  1.º Passo: Escolha o tipo jurídico de empresa Definir a forma legal da empresa é, certamente, um passo importante. Portanto, desde o início, deve conhecer as características que vão reger o tipo de sociedade que pretende formar. Por exemplo, existem parâmetros diferentes em matéria de responsabilidade dos sócios relativamente a dívidas, ao montante mínimo de capital e até a aspetos mais específicos, como o tipo de elementos que têm de constar no nome da empresa (“S.A.”, “Unipessoal”, entre outras expressões).  Ou seja, este é o primeiro passo a dar porque define as regras que o seu plano de ação de como criar uma empresa deve seguir. Comecemos, pois, pelo básico. Vai criar uma empresa sozinho? Se optar por abrir uma empresa sozinho, existem três formas jurídicas que pode escolher, sendo todas tituladas por um único indivíduo ou pessoa singular. Tome então nota: Empresário em nome individual; Sociedade Unipessoal por Quotas; Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada (E.I.R.L.). Vai abrir uma empresa com mais sócios? Caso pretenda criar uma empresa com mais do que um sócio, há seis opções de sociedade, a saber: Sociedade em Nome Coletivo;  Sociedade por Quotas;  Cooperativa;  Sociedade Anónima;  Sociedade em Comandita;  Associação. 2.º Passo: Crie um plano de negócio Perante o desafio de saber como criar uma empresa, o plano de negócio assume um papel crucial. Afinal, é através deste documento que o empreendedor pode demonstrar a viabilidade da sua ideia e a relevância do produto/serviço que vai oferecer.  Este plano deve mostrar, sobretudo, que tem conhecimento do mercado e da concorrência. Além disso, importa apresentar os objetivos do seu negócio. Por exemplo, perspetivas de crescimento, atividades, custos previsíveis, recursos que precisa de utilizar, etc. Tudo isto parte de uma ideia que precisa de sistematizar com clareza, visando, a título ilustrativo, convencer os investidores sobre o futuro do serviço/produto que pretende lançar.  3.º Passo: Financiamento Tem uma ideia sobre como criar uma empresa, um plano de negócios e já sabe qual o enquadramento legal da sua organização. Agora, chegou então a altura de pensar num dos aspetos mais fundamentais: o financiamento. De facto, começar um negócio requer uma grande dedicação pessoal para o fazer crescer. Contudo, para tal também é necessário um investimento significativo. Capital próprio Se já tiver capital próprio, iniciar a atividade será, decerto, mais fácil. Sobretudo porque não sentirá a pressão, por exemplo, de procurar investimento externo. No entanto, é preciso ter em consideração o montante que tem disponível para gastar e a capacidade de lidar com despesas extra/imprevistas.  Empréstimo bancário Uma das maneiras mais tradicionais de encontrar financiamento para um projeto, como criar uma empresa, passa por recorrer aos bancos. Neste caso, tem de demonstrar a viabilidade do seu negócio, caso contrário, o banco pode não considerar seguro conceder o crédito.  Business Angels Os chamados “anjos” são investidores privados que orientam o seu capital, acima de tudo, para negócios em início de vida, como startups. Estes investidores também podem revelar-se úteis por aportarem conhecimento sobre o mercado, assumindo assim a posição de mentores, ajudando a responder aos desafios de como criar uma empresa. Capital de risco O capital de risco está, de certa forma, ligado ao modelo de financiamento dos business angels. Contudo, este surge, sobretudo, em sociedades especializadas no investimento em empresas emergentes e com grande potencial de crescimento. Além disso, os montantes investidos são superiores aos dos business angels. 4.º passo: Escolher o método para criar uma empresa  Atualmente, responder à questão “como criar uma empresa” é muito mais simples. Afinal, o método tradicional exigia muito mais passos e burocracia. O importante é saber, pois, qual das duas principais vias para criar uma empresa em Portugal se encaixam nas suas preferências. No momento de pensar como criar uma empresa, saiba que há duas alternativas simples: pode fazê-lo presencialmente nos balcões Empresa na Hora ou virtualmente, no portal Empresa Online. A comodidade é, de facto, a grande semelhança entre as duas opções. Porém, o importante é encontrar a opção certa para o seu caso. Empresa na hora vs. Empresa online Empresa na Hora Empresa Online Permite a criação de sociedades por quotas, anónimas e unipessoais por quotas, desde que os sócios tenham consigo os documentos necessários. Permite a criação de sociedades por quotas, anónimas e unipessoais por quotas, com recurso a um certificado digital, como o Cartão de Cidadão. Não permite a abertura de sociedades em que as entradas dos sócios no capital social não sejam feitas em dinheiro. O processo demora praticamente uma hora e é feito presencialmente num só balcão. No final, receberá o pacto social, o código de acesso à certidão permanente comercial, o código de acesso ao Cartão da Empresa/Pessoa Coletiva e o número de Segurança Social da empresa. O processo é feito através de um computador e exige a autenticação no portal Empresa Online com a Chave Móvel Digital do cartão de cidadão ou do certificado digital. O pedido de criação de empresa será depois validado, sendo que deve obter uma resposta dentro de 5 dias por email. Também receberá a documentação necessária para o início da atividade. Os preços variam entre os 360 euros e os 435 euros. Os preços variam entre os 220 euros e os 360 euros. Fonte: Empresa Online e Empresa na Hora Em ambas as vias, deve escolher um dos modelos de estatutos sociais pré-aprovados, que devem conter a seguinte informação sobre a sociedade: Tipo de sociedade; Sede social; Objeto social; CAE (Código de Atividade Económica); Capital social; IBAN (opcional) para eventual reembolso da transferência bancária. Além dos estatutos, existe outra componente importante que passa pela nomeação de um contabilista certificado, também conhecido como Técnico Oficial de Contas, ou TOC. Como criar uma empresa: algumas informações a reter Seguindo estes 4 passos, fica assim esclarecida a dúvida sobre como criar uma empresa. Lembre-se: o importante é ter os objetivos bem definidos e atenção às várias fases que compõem este processo, da escolha do nome à obtenção de financiamento.  Tome nota, por fim, de alguns dados essenciais:   Ainda com dúvidas sobre como criar uma empresa? Fale com a VALORA. O nosso serviço de Apoio ao Empreendedorismo ajuda-o a atingir os seus objetivos.

Saber Mais
Como fazer o processamento de salários?
Gestão de RH 19 de Abril de 2024

Como fazer o processamento de salários?

A gestão de recursos humanos de uma empresa engloba a realização de um conjunto vasto de tarefas. Entre elas, o processamento de salários. Ainda que possa parecer uma tarefa básica, é decisiva para a imagem de qualquer organização. Além disso, importa frisar que o processamento de salários não incide apenas na transferência de pagamentos aos trabalhadores. Na verdade, a eficiência do processamento de salários pode afetar, por exemplo, o nível de satisfação dos trabalhadores ou a capacidade de atrair e reter talento. Ademais, este processo também impacta a organização financeira das empresas, nomeadamente na manutenção do equilíbrio das contas e no cumprimento das obrigações legais. Atualmente, revela-se cada vez mais simples manter as melhores práticas nesta área. Isto porque as empresas têm à sua disposição diversas ferramentas digitais que facilitam a gestão dos salários e prazos, evitando assim equívocos aquando do processamento das contas ao final do mês. Etapas do processamento de salários  O processamento de salários deve, primeiramente, adaptar-se às especificidades de cada organização. Ou seja, depende da dimensão e do setor em que esta se encontra inserida. Por exemplo, há certos setores em que o salário-base decorre das negociações com sindicatos e outras entidades. Similarmente, a legislação laboral aplicável pode diferir da geral. Ainda assim, as etapas desse processo são praticamente transversais a todas as áreas de atividade e devem, por norma, seguir duas fases basilares: Recolha de dados, cálculo dos salários e encargos Em primeiro lugar, os responsáveis de recursos humanos, ou as pessoas incumbidas da tarefa de processamento dos salários, devem organizar a informação sobre os dados contratuais do trabalhador. Depois, importa recolher outras informações, como: Horas trabalhadas; Faltas; Baixas médicas; Férias; Horas extraordinárias; Dias úteis do mês; Mês de processamento. Articulando estas variáveis, procede-se então ao cálculo do salário. Para isso, deve considerar-se o vencimento-base, o subsídio de alimentação e os subsídios de férias (se aplicáveis no mês em questão), bem como cheques-ensino ou cheques-estudante, entre outras comissões, prestações (por exemplo, despesas de deslocação ou trabalho suplementar) e ajudas de custo. Nesta fase de cálculo dos salários, também deve incluir-se o pagamento de impostos e contribuições, nomeadamente os descontos para a Segurança Social e para o IRS, os planos de pensão, os seguros de saúde, entre outras deduções e outros benefícios. De igual modo, deve proceder-se ao processamento dos encargos sobre as remunerações por parte da empresa, atentando no facto de dependerem da taxa contributiva em vigor. Emissão dos recibos e pagamento aos trabalhadores A segunda fase do processamento dos salários é referente à emissão dos recibos de vencimento e ao respetivo envio aos trabalhadores. Engloba, também, a transferência do salário, seguindo a norma de pagamento acordada (transferência bancária ou outros meios). Importa salientar, ainda, que cabe à empresa a responsabilidade de preencher, mensalmente, a Declaração Mensal de Remunerações (DMR). Este documento, a entregar à Autoridade Tributária e à Segurança Social, contém os dados relativos às remunerações pagas aos trabalhadores. A importância do processamento de salários O processamento de salários representa, sem dúvida, uma tarefa básica, mas vital. Como refere a revista Forbes, “se for bem feito passa praticamente despercebido, mas se for feito incorretamente pode impossibilitar a continuação do negócio”. Do processamento dos salários dependem, pois, múltiplos fatores relevantes para o sucesso organizacional. Desde logo, impacta diretamente a retenção de talento e o desempenho dos profissionais. Uma empresa que não proceda ao pagamento de vencimentos dentro do prazo, ou que cometa erros neste procedimento, corre o risco de desmotivar a sua força laboral e, em última instância, de precipitar a sua saída.  Por outro lado, a Forbes menciona as obrigações legais a cumprir escrupulosamente neste âmbito. Por exemplo, se a empresa cometer erros no cálculo dos salários, corre o risco de pagar multas. Assim sendo, a má gestão do processamento dos salários pode ter consequências nefastas na reputação da empresa, mas também no seu equilíbrio financeiro. Qual é a diferença entre o processamento de salários manual e com software? Com a evolução tecnológica, as empresas que realizam o processamento de salários manualmente são cada vez mais raras. Aliás, as vantagens de utilizar um software especializado superam, em larga medida, aquele que é apontado como o maior benefício do processamento de salários manual: a redução de custos. Na verdade, o processamento manual apresenta algumas desvantagens, a saber: A grande quantidade de informação a consultar e processar cada vez que é necessário proceder ao pagamento dos salários; A probabilidade de ocorrerem erros neste processo, penalizando fortemente a confiança do trabalhador na empresa, sobretudo se esses lapsos forem frequentes; O processo revela-se muito mais moroso. Esse tempo desperdiçado poderia, portanto, alocar-se a tarefas mais proveitosas para a empresa. A utilização de um software de gestão de salários viabiliza, então, uma redução do tempo e do esforço necessários para garantir o rigor desta tarefa. Ainda que possa implicar um custo adicional, a automatização deste processo minimiza o risco de erros. Mas as vantagens não se ficam por aqui. A utilização de um software de processamento de salários permite, também: Assegurar uma maior precisão dos cálculos dos salários, subsídios, impostos e contribuições; Garantir o cumprimento da legislação laboral com a automatização de pagamentos fiscais; Aceder mais facilmente aos múltiplos dados dos trabalhadores; Aumentar a eficiência do processamento de salários e da equipa de recursos humanos; Reduzir os gastos associados ao trabalho manual; Processar automaticamente os recibos de vencimento e os pagamentos; Facilitar a elaboração de relatórios sobre o trabalhador ou sobre os custos com salários/impostos. Quais são as vantagens do outsourcing? Uma terceira alternativa ao processamento de salários manual e à utilização de um software é, então, o outsourcing desta tarefa. De acordo com um estudo da Deloitte, 73% das organizações recorre à terceirização de alguma componente deste processo. A grande vantagem desta opção prende-se com o facto de a empresa não ter de alocar recursos internos para essa tarefa ou de contratar profissionais especializados para esse serviço. À empresa cabe, somente, a obrigação de notificar a prestadora do serviço de processamento salarial sobre as alterações registadas na força laboral ou outras questões do foro financeiro. Na VALORA, damos valor às necessidades do seu negócio. Conte connosco para gerir o processamento de salários com o maior rigor e com a maior eficiência!

Saber Mais
Contabilidade colaborativa: o que é e como pode beneficiar a sua empresa?
Gestão Financeira 12 de Abril de 2024

Contabilidade colaborativa: o que é e como pode beneficiar a sua empresa?

Já lhe aconteceu ter informação dispersa ou não encontrar os dados de que tanto precisa sobre a contabilidade da sua empresa? Estas situações não só obrigam a despender tempo precioso na procura, como também podem conduzir a erros. Consequentemente, poderá existir um impacto muito negativo no seu negócio. Ora, é precisamente nestes casos que a contabilidade colaborativa pode ser muito vantajosa. O que é a contabilidade colaborativa? A contabilidade colaborativa é um modelo inovador de gestão da contabilidade. Tem, assim, por base a utilização de ferramentas digitais, caso dos software e arquivos na cloud, e visa centralizar informação, automatizar tarefas e facilitar a comunicação entre a sua empresa, os contabilistas e outros stakeholders. Apesar de recorrer a um conjunto de tecnologias, a contabilidade colaborativa não se resume a uma adaptação de ferramentas ou a transformação digital. É, sim, uma mudança de paradigma na contabilidade, já que altera a forma como esta é pensada e executada. Contabilidade Colaborativa vs. Contabilidade Tradicional Em primeiro lugar, a contabilidade tradicional baseia-se em processos manuais e descentralizados. Nesse sentido, tornam-se mais morosos, têm maior probabilidade de erro e apresentam mais riscos de segurança. Ao contrário, a contabilidade colaborativa, também conhecida como contabilidade online ou contabilidade na cloud, possui um conjunto de características que alteram a gestão financeira e contabilística de uma empresa: Acesso remoto: as informações sobre a contabilidade da empresa estão armazenadas em clouds digitais. Desse modo, ficam acessíveis a partir de qualquer lugar, desde que haja um computador, tablet ou smartphone com acesso à internet; Automatização de tarefas: é possível automatizar tarefas rotineiras e morosas, como conciliação bancária, ou mesmo criar relatórios; Colaboração em tempo real: empresários, contabilistas e até clientes e fornecedores podem comunicar num ambiente virtual, não só para partilhar documentos e tratar da sua contabilidade em tempo real, mas também para trabalhar em conjunto e acompanhar projetos; Mecanismos de segurança de dados: nas plataformas de contabilidade colaborativa, os dados financeiros da empresa estão protegidos por rigorosos protocolos de segurança. É o caso do controlo de acessos e da criptografia de dados. Quais são as vantagens da contabilidade colaborativa? Enumeradas estas características, é fácil perceber qual o valor acrescentado da contabilidade colaborativa para as empresas. Além da redução de tempo e de custos, destacamos então as seguintes vantagens: Otimização de processos e aumento da produtividade: o facto de ser possível automatizar tarefas, centralizar a informação e colaborar em tempo real otimiza os processos de contabilidade. Assim, liberta tempo para que a equipa se possa concentrar em tarefas mais estratégicas da empresa, aumentando a produtividade; Melhor comunicação e colaboração: tendo acesso aos mesmos recursos, facilita-se a comunicação entre empresas, contabilistas e stakeholders. Estas ferramentas de colaboração promovem, portanto, a partilha de informação e a transparência; Maior visibilidade e controlo sobre a saúde financeira da empresa: as plataformas de contabilidade colaborativa permitem não só agregar toda a informação financeira, como também analisar essa informação e gerar relatórios, oferecendo uma visão completa e atualizada da saúde financeira do negócio. Isso, por sua vez, permite uma gestão do negócio mais assertiva, em que se podem tomar melhores decisões e identificar oportunidades de otimização; Maior segurança e confidencialidade das informações: a criptografia dos dados, o controlo dos acessos e os processos de auditoria associados às plataformas de contabilidade colaborativa garantem a confidencialidade da informação; Conformidade com os requisitos legais: as plataformas de contabilidade colaborativa são atualizadas regularmente com as mudanças de leis e regulamentações fiscais, garantindo a conformidade com as obrigações legais. Que práticas se recomendam nesta área? As vantagens da contabilidade colaborativa são claras. Mas para conseguir tirar o maior partido destes benefícios, é fundamental garantir um conjunto de fatores e de práticas. Desde logo, começar por definir objetivos claros, identificando os problemas a solucionar, as áreas a otimizar e os resultados que se espera obter com a adoção da nova ferramenta. No passo seguinte, importa escolher a plataforma mais adequada às necessidades específicas da empresa, ao perfil do negócio e, igualmente ao orçamento disponível. Isto é, um negócio de rent-a-car, que precisa de gerir uma frota além de faturar ao cliente, é diferente de uma agência de marketing ou de uma loja de roupa. Neste ponto, deve avaliar não só as funcionalidades, mas também a capacidade de integração com outros sistemas e o suporte técnico. Após escolher a plataforma, segue-se a formação aos colaboradores que vão estar envolvidos no processo. É preciso, portanto, estabelecer fluxos de trabalho claros e eficientes, e definir e otimizar relatórios. Ao mesmo tempo, deve definir-se claramente as políticas e os procedimentos. Por exemplo, sobre o acesso e o uso da plataforma, sobre o armazenamento de documentos e sobre o registo de atividades. Embora todos estes pontos sejam importantes, o mais fulcral será promover uma cultura colaborativa. Caso contrário, todo o esforço de optar por uma contabilidade colaborativa pode ser posto em causa. Por isso, crie uma cultura na empresa que promova a comunicação e a cooperação entre todos os envolvidos, fazendo desta plataforma a base para a partilha de informação, documentos e ideias. Ao mesmo tempo, está a incentivar a adoção de novas tecnologias. Se precisa de ajuda para adotar a contabilidade colaborativa na sua empresa, fale com a equipa da VALORA!

Saber Mais
O que significa gestão estratégica de negócios
Consultoria de Gestão 05 de Abril de 2024

O que significa gestão estratégica de negócios

O ambiente em que se movem as empresas é cada vez mais competitivo e exigente. Para sobreviverem com sucesso, têm de estar atentas às oportunidades, mas também aos desafios externos. Para isso, precisam de orientar metas, recursos e competências na mesma direção, assegurando assim uma gestão eficiente e estratégica do negócio. Mas o que significa gestão estratégica? Qual é a sua importância? E quais as principais ferramentas a considerar? O que significa gestão estratégica de um negócio? A gestão estratégica envolve a definição clara da visão e dos objetivos de um negócio, orientando toda a ação da organização para alcançar as metas definidas. Trata-se de um processo essencial para alocar os recursos e as competências da forma mais eficiente e adotar práticas que fomentem o crescimento sustentável e a inovação. Quais são as fases do processo de gestão estratégica? Quando olhamos para o que significa gestão estratégica, é necessário ter em conta alguns passos e fatores-chave. Este processo envolve, pelo menos, cinco fases, a saber: Definição da visão, da missão e dos objetivos da empresa: neste quadro, importa considerar as aspirações de longo prazo da empresa, assim como a sua razão de ser. Por sua vez, os objetivos consistem nos resultados, claramente estipulados, que se pretende alcançar; Avaliação dos fatores externos: engloba todos os aspetos que podem afetar o negócio, como a concorrência, a situação económica e política, a tecnologia, a sociedade ou o meio ambiente, por exemplo; Análise das competências e dos recursos: fulcral para perceber a capacidade que a empresa tem para alcançar os objetivos a que se propõe — das pessoas à tecnologia, passando por processos, cultura ou estrutura organizacional; Formulação e implementação da estratégia: passa por desdobrar a estratégia em planos de ação concretos, alocando os respetivos recursos e envolvendo toda a organização; Monitorização constante do desempenho da organização: revela-se vital, por fim, identificar possíveis desvios em relação aos objetivos estabelecidos e tomar as medidas de correção necessárias. Importa ter em consideração que estes passos só podem resultar se existir um compromisso da liderança da empresa com a implementação do plano de gestão estratégica. Além disso, é necessário o envolvimento de todos os colaboradores para garantir o alinhamento com os objetivos e as metas estratégicas. Por outro lado, para que isso aconteça, é essencial que se invista numa comunicação clara e eficaz em/entre todos os níveis da organização. Quais são os objetivos da gestão estratégica? A administração estratégica de um negócio visa, acima de tudo, assegurar o seu sucesso a longo prazo. Por conseguinte, revela-se vital procurar manter a sua competitividade e sustentabilidade num mercado amplamente dinâmico e sujeito a múltiplas influências externas. Percebendo, pois, o que significa gestão estratégica — e pondo em marcha um plano bem estruturado —, a organização ruma em direção a metas claras, alinhando recursos e ações com esses objetivos de longo prazo. Quais são os benefícios da gestão estratégica? Seguir uma via de gestão baseada no planeamento estratégico aporta, decerto, um conjunto de vantagens para as empresas. Consequentemente, este tipo de orientação permite reforçar as possibilidades de sucesso do negócio. Entre estas, destacamos: Melhoria da competitividade, uma vez que a gestão estratégica ajuda as empresas a adaptarem-se às mudanças do ambiente externo e, assim, a obterem vantagem competitiva; Aprimoramento da eficiência e da eficácia dos processos e das tomadas de decisão; Alinhamento mais adequado entre as metas, os recursos e as competências da empresa e as oportunidades e os desafios do ambiente externo; Incremento do potencial de inovação e de crescimento da empresa. Quais são, então, as ferramentas de gestão estratégica? Ficando bem claro o que significa gestão estratégica e quais são os passos deste processo, importa perceber que ferramentas podem ajudar as empresas nesta tarefa. Existe, sem dúvida, uma grande diversidade de soluções neste quadro. Além disso, devemos sublinhar que não há modelos únicos que sirvam as necessidades de todas as empresas. Análise SWOT Trata-se de uma ferramenta simples, mas muito útil. Permite, pois, identificar os pontos fortes e fracos de uma empresa, bem como as oportunidades e ameaças do negócio. Daí a designação SWOT, isto é: Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). Viabiliza, assim, a identificação das áreas de sucesso da empresa e das que carecem de maior atenção e maior empenho. Conhecendo as forças e fraquezas, é então possível desenhar estratégias de negócio mais informadas, aproveitando as oportunidades, mitigando os riscos e antecipando as ameaças. Análise PESTEL Utilizada para analisar os aspetos do mercado que podem influenciar uma empresa, negativa ou positivamente. Tal é o caso das questões tecnológicas, das disposições legais ou das condições económicas que podem ditar oportunidades, limitações ou ameaças. A sua designação resulta do acrónimo para Político (P - political), Económico (E - economic), Sociocultural (S - social), Tecnológico (T - technological), Ambiental (E - environmental) e Legal (L - legal). Análise SMART A designação SMART parte de uma sigla para as palavras em inglês: Specific [Específico], Measurable [Mensurável], Achievable [Alcançável], Relevant [Relevante] e Time-based [Temporal]. Trata-se, pois, de uma análise que ajuda a definir, com precisão, metas quantificáveis, realistas e importantes para o negócio, com prazo determinado. Isso permite, sem dúvida, que as empresas estabeleçam objetivos claros e alcançáveis, facilitando a tomada de decisões e a posterior monitorização dos progressos. Cinco Forças de Porter Esta ferramenta recebe o nome do seu criador, Michael Porter. Avalia, então, os fatores que afetam a competitividade de uma empresa no contexto em que atua. De acordo com este modelo, há cinco forças que moldam um negócio: O poder de negociação dos fornecedores; O poder de negociação dos compradores; A ameaça de novos players; A rivalidade entre a concorrência e os produtos; Serviços substitutos. Balanced Scorecard Quando se aborda o que significa gestão estratégica e quais os passos a dar, esta é uma das referências que irão obrigatoriamente surgir. Desenvolvido por Kaplan e Norton, o Balanced Scorecard (BSC) é uma das ferramentas mais conhecidas. Permite gerir, de uma forma integrada, quatro perspetivas do negócio, a saber: Financeira; Clientes; Processos internos; Aprendizagem e crescimento. Através de métricas mensuráveis, a empresa poderá compreender o impacto de cada uma destas áreas no conjunto do negócio, desenvolvendo estratégias de resposta adequadas para sustentar o crescimento a longo prazo.   Sabendo, portanto, o que significa gestão estratégica, o que implica em termos do negócio e quais são as ferramentas a adotar para ajudar neste processo, as empresas só têm de tomar a decisão de avançar e escolher as melhores soluções para si. Não havendo modelos ideais, é sublinhar que as melhores respostas devem adequar-se às necessidades e à dimensão de cada organização, assim como à sua cultura e às particularidades do seu setor de atividade. Se ainda não faz uma gestão estratégica do seu negócio, fale com a VALORA e comece a trabalhar no sucesso de longo prazo da sua empresa!

Saber Mais
Precisa de apoio para criar uma empresa? Conheça as opções
Empreendedorismo 29 de Março de 2024

Precisa de apoio para criar uma empresa? Conheça as opções

Lançar o próprio negócio pode ser a concretização de um sonho ou uma oportunidade imperdível, em determinada fase da vida. Porém, por um motivo ou por outro, criar uma empresa pode ser um verdadeiro desafio, especialmente para empreendedores que não possuem o capital necessário para financiar o investimento. Pois bem, em Portugal, existem diversas fontes de apoio para criar uma empresa, com o intuito de ajudar os futuros empresários. Mas falar de apoio para criar uma empresa não significa, necessariamente, referir apenas incentivos financeiros. Também estão em causa diversos apoios não financeiros — recursos que podem, decerto, revelar-se preciosos para impulsionar a criação de uma empresa e fazê-la vingar. Neste artigo explicamos, então, quais são os apoios disponíveis e como pode aceder a eles. Os apoios financeiros para criar empresa  De facto, não basta dinheiro para abrir uma empresa. Contudo, a falta de financiamento inviabiliza esse projeto. Por isso, o primeiro passo, no que concerne aos apoios para criar uma empresa, é mesmo assegurar o capital necessário. Nesse caso, existem várias soluções de financiamento de novas empresas a que se pode recorrer, a saber: Empréstimos  Se não tiver capital próprio para lançar um negócio, terá de pedir dinheiro emprestado. Pois bem, o melhor seria consegui-lo através das pessoas mais próximas, os chamados “Family, Fools and Friends”. Os encargos seriam certamente mais baixos do que aqueles que terá de assumir perante uma entidade financeira. Mas o mais certo será ter de fazê-lo. Pedir um empréstimo a uma instituição bancária é, sem dúvida, a via mais convencional. Aqui, importa perceber quais são as condições mais vantajosas que consegue obter em termos de taxas de juro, comissões e garantias. Neste âmbito, o banco terá em conta o plano de negócios, para desse modo avaliar a viabilidade da empresa. Não obstante, pode ainda deparar-se com um cenário difícil: ter um bom plano, mas não conseguir apresentar garantias. A alternativa poderá, então, passar pelos mecanismos de Garantia Mútua, através dos quais as Sociedades de Garantia Mútua prestam as garantias financeiras necessárias, desbloqueando o crédito. Esta é uma informação que pode pedir junto do seu banco. Sabia que... ... o Banco Português de Fomento disponibiliza uma linha de apoio ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego?  Microcrédito  As linhas de crédito tradicionais podem não dar resposta aos chamados microempreendedores, que lançam pequenos negócios — geralmente, até 25 mil euros — e que não apresentam rendimentos ou garantias suficientes para um crédito bancário convencional. Nestas situações, o microcrédito apresenta-se, portanto, como a solução mais indicada. Pode assim recorrer a este recurso para obter apoio para criar uma empresa. Todavia, deve considerar as seguintes condições: Há um montante máximo de financiamento — podem ir até 25 mil euros; Tem de estar numa situação de desemprego, ser um trabalhador em regime precário ou um jovem à procura do primeiro emprego.  Apoios do IEFP  Se quer apoio para criar uma empresa pode, ainda, recorrer a uma instituição pública: o IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional. Este organismo dispõe de um conjunto de instrumentos de promoção do empreendedorismo, entre os quais a criação de empresa ou do próprio emprego. Este último destina-se a pessoas desempregadas e prevê, por isso, a antecipação das prestações de desemprego, mediante o cumprimento de determinados requisitos.  Por sua vez, a criação de empresa está acessível apenas às pessoas inscritas no IEFP. Permite, então, o acesso a linhas específicas de financiamento.  Apoios ao investimento do Estado  O apoio público não se resume ao IEFP. Através do IAPMEI, pode consultar a oferta de soluções de financiamento de novas empresas, dedicados a PME. Nesse sentido, pode recorrer ao simulador disponível no website desta entidade, permitindo-lhe avaliar o financiamento mais adequado para si. No que concerne ao apoio para criar uma empresa, os fundos comunitários têm sido, decerto, uma das principais fontes de financiamento. Através do programa Portugal 2030, por exemplo, pode consultar os fundos dedicados ao apoio aos empreendedores.   Business Angels e Capital de Risco  Sobretudo no domínio das startups — novos projetos com grande foco na inovação e com forte potencial de crescimento —, é possível recorrer ainda a outras duas fontes de apoio para criar uma empresa.  Os Business Angels (ou anjos empresariais, numa tradução à letra) são também eles empreendedores que geraram capital suficiente para investir em novos negócios. Dedicam-se, então, a financiar projetos embrionários. Ao mesmo tempo, prestam um serviço de mentoring. Em troca, assumem uma posição no capital da empresa.  Este modelo replica-se, de certa forma, no capital de risco. Contudo, neste caso, o financiamento para abrir uma empresa advém de sociedades que se especializam em investir em negócios emergentes, com grande potencial de crescimento. Os montantes investidos por estas sociedades são, sem dúvida, mais elevados do que no caso dos Business Angels.  Crowdfunding  Por fim, ao contemplar as alternativas de apoio para criar uma empresa, pode fazer sentido optar por um sistema de donativos. Foi com esse intuito que surgiram as plataformas de crowdfunding. A plataforma portuguesa PPL é uma das mais conhecidas.  Apoios não financeiros à criação de empresas   Sem capital não é, certamente, possível lançar um negócio. Mas também é verdade que a falta de conhecimento e de alguns apoios pode comprometer a sobrevivência de uma boa ideia. Por conseguinte, importa atentar num conjunto fulcral de outros apoios para criar uma empresa:  Formação e Mentoria  Se não tem conhecimento em áreas importantes como a gestão de empresas, o marketing, as finanças ou, até, algumas competências, como a liderança, por exemplo, é importante adquirir esses recursos. Com efeito, o apoio para criar uma empresa pode passar por duas vias: a formação e a mentoria.  Estes apoios, gratuitos ou subsidiados, reduzem a curva de aprendizagem, evitam erros comuns, aceleram o crescimento do negócio e aumentam as possibilidades de sucesso. E é fácil perceber os ganhos. O contacto com profissionais experientes nestas áreas dá acesso a conhecimento e a um apoio valioso. Além disso, tanto a formação como a mentoria abrem oportunidades para criar uma rede de contactos e trabalhar a componente de networking.  Encontre, nestes sites, alguns programas de apoio para criar uma empresa:  IEFP  IAPMEI  Startup Lisboa  Incubadoras e aceleradoras  Algumas entidades que oferecem formação e mentoria garantem, também, o acesso a espaços para a instalação das empresas na sua fase inicial. No âmbito de uma incubadora, o apoio para criar uma empresa passa por disponibilizar espaço, equipamento e alguns serviços de apoio, em domínios como a contabilidade, o marketing ou a área jurídica.   Por outro lado, as aceleradoras oferecem programas intensivos, de curta duração, que incluem mentoria, formação e até a possibilidade de apresentar o negócio a potenciais investidores. Podem, por isso, ser uma fonte privilegiada de angariação de capital.   Espaços de coworking  Na linha dos anteriores, também os espaços de coworking podem ser valiosos no âmbito do apoio para criar uma empresa. Oferecem a infraestrutura (espaço de trabalho), mas também um ambiente profissional com um conjunto de serviços (por exemplo, internet e salas de reunião), a um custo acessível.   Importa perceber, sem dúvida, se estes espaços se adaptam às suas necessidades e ao seu tipo de negócio. Contudo, estes locais permitem trabalhar num ambiente estimulante, impulsionando a criação de uma rede de contactos e, quem sabe, de novos clientes. Se já tem uma boa ideia para criar o seu negócio, não espere mais. Na Valora, temos uma equipa especializada no apoio ao empreendedorismo, que trabalhará em parceria consigo para fazer crescer a sua empresa.

Saber Mais
Como organizar os recursos humanos de uma empresa?
Gestão de RH 22 de Março de 2024

Como organizar os recursos humanos de uma empresa?

“Os recursos humanos são importantes durante os tempos bons, [mas] definem-se nos tempos difíceis”. Esta citação, atribuída ao antigo CEO da General Electric, Jack Welch, mostra que organizar os recursos humanos de uma empresa é crucial — não só para o crescimento das organizações, como também para o seu sucesso. De facto, fazer a gestão do capital humano consiste numa tarefa desafiante. Exige, por exemplo, uma planificação complexa, que vá do processo de recrutamento até à formação e desenvolvimento. Além disso, o papel dos recursos humanos (RH) engloba a tarefa de fomentar a integração na cultura organizacional, sem nunca esquecer o valor individual dos profissionais. A retenção de talento — articulada com a valorização dos profissionais — deve, portanto, ser o pilar central na definição da metodologia a utilizar para organizar os recursos humanos.  Qual é a função dos recursos humanos? Os departamentos de recursos humanos existem, acima de tudo, para gerir o capital humano de uma organização. Em primeiro lugar, o seu objetivo passa por reter o talento da empresa, assegurar a fluidez das relações interpessoais e cimentar a cultura e os valores organizacionais. Assim, antes de começar a organizar os recursos humanos, importa atentar nas suas funções-chave. Incluem, então: Recrutamento e seleção de candidatos; Integração, treino e desenvolvimento; Gestão salarial, subsídios, férias, folgas e licenças; Gestão e avaliação de desempenho e promoções; Cumprimento da legislação laboral; Segurança no local de trabalho. Qual a importância dos departamentos de RH? Ainda que, frequentemente, possa parecer que os departamentos de recursos humanos assumem um papel mais burocrático, a verdade é que ocupam um lugar crítico no sucesso de uma organização. Dessa forma, podemos destacar duas áreas em que os recursos humanos são cruciais: A atração e retenção do talento, essencial para o sucesso de qualquer empresa, sobretudo do ponto de vista da formação. Afinal, mais de 90% dos profissionais ficariam mais tempo numa empresa se esta investisse mais em formação e desenvolvimento profissional; A construção de uma cultura organizacional positiva que priorize a interação e comunicação com os seus profissionais, mas também que fomente o seu bem-estar e um bom ambiente de trabalho. De acordo com um estudo da Gallup, equipas altamente motivadas mostram uma rentabilidade 21% mais elevada. Além destes fatores, a importância dos recursos humanos pode revelar-se na gestão dos trabalhadores remotos e na criação de um ambiente de inclusão na estrutura organizacional. Com a crescente aposta no trabalho híbrido, organizar os recursos humanos torna-se, decerto, ainda mais importante. Em particular, com a atual rapidez da evolução tecnológica, os departamentos de recursos humanos devem aplicar políticas de RH que respondam à pressão de adaptação exigida pelas constantes crises geopolíticas, financeiras, entre outras, que se têm verificado. Nesse sentido, Jennifer Rozon, presidente da McLean & Company, defende que as empresas devem equipar-se devidamente com o propósito de enfrentar mudanças como: Avanços tecnológicos; Alterações na composição e demografia da força laboral; Acontecimentos políticos, económicos e ambientais; Redefinição do trabalho; Transformações na forma como os profissionais encaram o trabalho. Estes fatores poderão contribuir, sem dúvida, para a complexidade de organizar os recursos humanos de uma empresa. Como organizar os recursos humanos de uma empresa?  Em primeiro lugar, a gestão dos recursos humanos exige que toda a estrutura organizacional esteja alinhada. Isto é, os objetivos estratégicos da empresa e as necessidades da sua força laboral devem apresentar-se em sintonia. Para tal, a tarefa de organizar os recursos humanos deve, acima de tudo, seguir um plano apropriado à dimensão e às particularidades da empresa. Quanto maior o número de profissionais, maior deve, naturalmente, ser a capacidade do departamento de RH, contando com cargos mais especializados. Nesta fase, é igualmente relevante definir a hierarquia do departamento. Ou seja, avaliar se cada secção da empresa terá uma equipa de recursos humanos ou se a melhor opção passa por uma gestão centralizada. Além disso, é prioritário considerar as especificidades do tipo de indústria em que a empresa opera. Por exemplo, se existem políticas de RH adequadas a um dado ramo de atividade. Estas particularidades podem, então, apresentar um impacto direto em diversos âmbitos da gestão do capital humano, como o recrutamento, os salários ou a formação. Seguindo estas linhas orientadoras, é possível organizar os recursos humanos de uma empresa de forma eficiente, garantindo assim o seu sucesso. Na VALORA, acreditamos na valorização dos profissionais e ajudamos a criar um plano personalizado às necessidades de cada empresa. Fale connosco!

Saber Mais
Contabilidade digital: o que é e quais as suas vantagens
Gestão Financeira 15 de Março de 2024

Contabilidade digital: o que é e quais as suas vantagens

Computação na nuvem, inteligência artificial, automação: estas tecnologias estão, sem dúvida, a transformar muitos setores da nossa economia. A contabilidade não é exceção. Procurando aumentar a eficiência e a rapidez de análise, estabelecendo ainda uma colaboração mais próxima entre gestores financeiros e empresas, a contabilidade digital está a afirmar-se como uma via incontornável na área dos serviços financeiros. O que é a contabilidade digital? A contabilidade digital é mais do que a eliminação do papel ou a utilização de software na organização da contabilidade. Trata-se, portanto, de uma completa transformação através da utilização da tecnologia, e recorrendo a soluções baseadas na nuvem. Neste quadro, tecnologias como blockchain, inteligência artificial, big data e automação revelam-se, então, cruciais. O recurso a estas tecnologias cria, desde logo, um processo partilhado entre o contabilista e o cliente, facilitando assim a transferência, a gestão e o armazenamento de informação. Por outro lado, viabiliza a automação de um conjunto de tarefas. É o caso do carregamento de dados, da reconciliação e dos relatórios financeiros, por exemplo.  Além disso, a contabilidade digital contempla o acesso remoto aos dados, que passam a estar acessíveis a partir de qualquer lugar, e não apenas em alguns computadores ou servidores. Em suma, a contabilidade digital consiste na incorporação de tecnologias nos processos contabilísticos, incrementando a agilidade, a eficiência e a segurança. No que diz respeito, especificamente, à inteligência artificial (IA) na contabilidade, a consultora EY explica que esta terá “a capacidade de transformar dados contabilísticos brutos em informações úteis, permitindo uma melhor tomada de decisões financeiras e estratégicas”. O resultado é claro, segundo a consultora: “isto irá melhorar a eficiência operacional de uma empresa, mas também poderá oferecer enormes vantagens competitivas no ambiente de negócios”. Qual é a diferença entre contabilidade digital e contabilidade online? Serão, então, “contabilidade digital” e “contabilidade online” designações diferentes para a mesma operação? Não. Ainda que ambos os processos exijam o recurso à Internet, na contabilidade online existe apenas uma desmaterialização, no sentido em que os serviços são os mesmos. Isto é, deixam de ter por base o papel e passam a ter como suporte os meios digitais. Por sua vez, a contabilidade digital vai mais além. Não só existe desmaterialização, como também o uso da tecnologia é mais amplo, acarretando, portanto, uma alteração nos processos e nas formas de trabalhar. Abrem-se novas potencialidades e novas valências que elevam o serviço da contabilidade a outros patamares.  Contabilidade digital: vantagens para as empresas Os ganhos que se podem obter com a contabilidade digital são evidentes, desde logo pela poupança de tempo e de dinheiro. No entanto, vão muito além desta dimensão. Redução de custos Um serviço de contabilidade digital viabiliza, então, uma redução dos custos com hardware e software. Uma vez que está baseado na nuvem, elimina também a necessidade de atualizações. Além disso, os serviços são facilmente ajustáveis às necessidades de cada empresa, evitando recursos desnecessários. Poupança de tempo A contabilidade digital recorre a um conjunto de soluções que reduzem uma parte do trabalho manual, como a recolha de documentos ou o tratamento de dados. Assim, ao subtrair esta componente mais burocrática e mecânica, liberta-se tempo para as tarefas mais estratégicas. Aumento da produtividade Os dados e o software estão sempre acessíveis a partir de qualquer lado, desde que haja ligação à Internet. Este fator potencia não só o trabalho remoto, mas também um trabalho colaborativo entre a equipa, bem como entre a empresa, os contabilistas e outros parceiros. Redução de erros Alguns processos contabilísticos apresentam maior propensão ao erro quando são assegurados por pessoas. Este risco existe, aliás, mesmo quando se aplicam diversos esforços para o contrariar. A contabilidade digital recorre a tecnologias capazes de recolher, analisar e produzir informação a partir de uma grande quantidade de dados, assegurando assim uma maior fiabilidade. Aumento da segurança O software de contabilidade baseado na nuvem garante um reforço da segurança, por meio da implementação de processos de encriptação e autenticação multifatorial. São mais seguros, até, relativamente a ciberataques. Ao mesmo tempo, os dados estão a salvo de possíveis danos, extravios ou roubos, o que não acontece quando assumem um formato material. Como implementar a contabilidade digital na empresa? A transição para a contabilidade digital deve ser feita, desde logo, de forma gradual. Mais do que mudar tecnologias, estão em causa alterações de processos. É, pois, importante assegurar alguns passos:  Avaliar os processos atuais e identificar as áreas que podem melhorar-se através da digitalização; Investir em tecnologia, como soluções de software ou sistemas digitais baseados na nuvem; Capacitar a equipa para que se possa adaptar às novas tecnologias e às novas formas de trabalhar; Criar um plano com etapas, para ser possível testar e melhorar os processos gradualmente. Este processo é mais fácil quando é realizado em colaboração com os contabilistas certos. Conte com o apoio e a experiência dos serviços de gestão financeira da VALORA para elevar a sua contabilidade a novos patamares.

Saber Mais
Consultoria empresarial: chave para o sucesso das empresas
Consultoria de Gestão 08 de Março de 2024

Consultoria empresarial: chave para o sucesso das empresas

Controlar o fluxo de caixa da empresa. Tomar decisões estratégicas com base em indicadores fiáveis. Saber como gerir de modo eficiente os recursos. Estes são apenas alguns dos desafios que, cada vez mais, todas as empresas – independentemente da sua dimensão – têm de enfrentar. São, igualmente, alguns dos motivos pelos quais recorrem à consultoria empresarial.   Mas do que falamos exatamente quando nos referimos a consultoria empresarial? Como pode ajudar as empresas e em que áreas? Quais são as suas reais vantagens e como se implementa este processo?  O que é a consultoria empresarial?  A consultoria empresarial é uma área especializada que oferece orientação estratégica às empresas. Nesse sentido, o objetivo é otimizar processos, melhorar o desempenho e implementar soluções inovadoras. Aliás, todos estes pontos são especialmente críticos numa altura em que as exigências da digitalização e da eficiência operacional se revelam essenciais para a sobrevivência e o sucesso dos negócios.  Assim, quando recorrem a consultores empresariais, os negócios procuram uma ajuda especializada que lhes permita resolver problemas, aperfeiçoar a eficiência e atingir os seus objetivos. Para tal, em primeiro lugar, os consultores, os responsáveis do negócio e a sua equipa fazem um diagnóstico completo do problema ou do desafio. Em segundo lugar, criam-se planos de ação, e avança-se com a subsequente aplicação e monitorização das soluções implementadas. Uma vez que os desafios e a realidade de cada empresa são muito diversos, a consultoria empresarial adapta-se às necessidades específicas de cada negócio. Além disso, pode assumir vários formatos consoante as exigências de cada caso, tendo a flexibilidade de abranger períodos curtos ou mais longos. Como funciona a consultoria empresarial? Ferramenta valiosa para as empresas que desejam melhorar a sua eficiência, aumentar a sua produtividade e tomar decisões estratégicas informadas, a consultoria empresarial envolve um processo estruturado com vários passos. Passo 1: Identificação das necessidades Na etapa inicial do processo, são analisadas as necessidades específicas e os desafios do cliente. Afinal, só percebendo claramente os objetivos e as carências do negócio é que os consultores conseguirão propor as soluções mais adequadas.  Passo 2: Análise de dados e diagnósticoCom um foco preciso, o processo de consultoria empresarial centra-se então na recolha das informações relevantes que permitem ter um conhecimento detalhado e fiável da situação. Esta recolha pode passar pela realização de entrevistas, de análise de dados ou de avaliação de processos, por exemplo.  Passo 3: Desenvolvimento de estratégiasA partir dos dados e das informações recolhidas, os consultores empresariais criam planos de ação e recomendações customizadas para resolver os desafios identificados. Estes planos detalhados são, depois, calendarizados com métricas bem definidas.  Passo 4: Implementação das soluções Este é o passo em que as soluções propostas são postas em prática. Nesta fase, os consultores acompanham a empresa no processo de aplicação do plano definido, garantindo, assim, que são introduzidas as devidas mudanças e que estas estão a funcionar.   Passo 5: Avaliação e feedback Já na reta final do processo de consultoria empresarial, os consultores avaliam os resultados das medidas aplicadas. Tendo por base os resultados, ajustam então as estratégias para garantir o sucesso a longo prazo. Com estes cinco passos, o processo de consultoria empresarial fica encerrado. No entanto, a conclusão de um processo pode levar à identificação de outras necessidades. Nesse caso, pode justificar-se iniciar uma nova fase de consultoria, embora em áreas diferentes. Que tipos de consultoria empresarial existem?  De facto, muitas áreas do negócio podem ser alvo deste processo. Aliás, existem vários tipos de consultoria empresarial consoante as áreas específicas do negócio. Consultoria de gestão empresarial: auxilia na solução de questões relacionadas com a gestão global da empresa, identificando problemas e propondo soluções para melhorar a eficácia do processo de tomada de decisão.  Consultoria estratégica: inclui consultoria em planeamento estratégico, diagnóstico empresarial e gestão de riscos.  Consultoria de inovação: visa o desenvolvimento e a implementação de estratégias, processos e práticas que promovam a inovação nos produtos, serviços e modelos de negócio das empresas, para assim se manterem competitivas.  Consultoria financeira: ajuda as empresas a organizarem, planearem e controlarem as atividades financeiras.  Consultoria de marketing: analisa a imagem da empresa e desenvolve estratégias de posicionamento da marca e de comunicação, dando diretrizes sobre a promoção de produtos ou serviços.  Consultoria de recursos humanos: foca-se na implementação de melhorias no ambiente de trabalho, na satisfação dos colaboradores, na contratação e na retenção de talento.  Dessa forma, cada tipo de consultoria atende a necessidades específicas da empresa, visando aprimorar a eficiência, a produtividade e a competitividade na respetiva área de atuação.  Quais são as vantagens da consultoria empresarial? Um processo de consultoria empresarial oferece, desde logo, um conhecimento aprofundado do negócio, uma vez que dá acesso a informações especializadas que ampliam as capacidades internas. Ao mesmo tempo, permite otimizar os recursos, gerando economia de tempo e redução de custos. De um modo sucinto, as vantagens da consultoria empresarial incluem:  Conhecimento especializado: acesso a conhecimentos especializados e capacidades específicas não disponíveis internamente, e que permitem identificar obstáculos, desperdícios e pontos de ineficiência, bem como propor soluções para melhorar a produtividade e reduzir custos.   Economia de tempo e de custos: a ajuda especializada possibilita gerar eficiências na implementação das soluções, evitando erros que poderiam ser dispendiosos.  Avaliação imparcial: ao recorrer a um serviço externo, as empresas contam com avaliações objetivas e imparciais que permitem traçar retratos mais fidedignos da situação e, assim, encontrar as soluções mais adequadas.  Soluções personalizadas: com um retrato fidedigno de cada situação, através da consultoria empresarial é possível desenhar estratégias e planos de ação adaptados às necessidades específicas de cada empresa.  Melhorar a qualidade dos produtos e serviços: a consultoria empresarial ajuda a aprimorar a qualidade de produtos e serviços e, dessa forma, a melhorar o relacionamento com clientes. Melhorar a produtividade e as capacidades internas: ao passar por um processo de avaliação e diagnóstico, é possível identificar necessidades de formação e competências da equipa, permitindo preparar os seus recursos internos para responder aos desafios. Em suma, a consultoria empresarial deve ser encarada como uma parceria estratégica que oferece conhecimentos especializados e orientação para ajudar as empresas a tornarem-se mais ágeis, competitivas e eficientes.  Se procura um parceiro estratégico, a equipa da VALORA tem os serviços de que a sua empresa precisa para fazer crescer o negócio. Conheça o Next Level. 

Saber Mais